Crônica: A professora Celina

Crônica: A professora Celina
Texto assinado por Miguel Tadeu Guimarães de Campos
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Não canso de declarar o meu amor por essa que Deus resolveu, no seu arranjo administrativo familiar, colocar no mundo como minha mãe.

E minha mãe, acho que quase todos auriflamenses conhecem ou já ouviram falar, é a dona Celina, professora de primeira à quarta série e também, de português. Deu aula pra quase toda a cidade daquela época.

Como hoje é dia do professor, peço licença a todos para, através dela, homenagear esta nobre e merecida classe.

E, realmente, minha mãe foi daquelas professoras competentes e que impunha respeito. Também atuou numa época em que isso era possível. Se fosse hoje, com certeza não seria a mesma coisa.

Até hoje é muito comum eu escutar elogios à ela, proferidos pelos seus ex-alunos. Coisas do tipo: “o que eu aprendi de português, devo à sua mãe…” e por aí vai.

E nesse tipo de conversa um dia eu tomei um susto. Em meio a uma conversa sobre o tema, um amigo do futebol me disse:___”eu já tive tanta raiva da sua mãe…”

E explicou que foi porque ele foi reprovado por apenas 0,25 de nota.

Fiquei com pena dele e perguntei se a raiva já tinha passado. Ele, respeitosamente, disse que sim e que hoje só restava admiração.

Pronto, é essa a palavra: admiração.

Admiro a minha mãe, dona Celina, pela professora que foi, e presto essa homenagem a ela e à toda classe.

Não preciso falar demais, apenas tomo emprestada a palavra do seu ex-aluno: admiração.

Parabéns admirados professores.

  • Miguel Tadeu Guimarães de Campos, 56 anos, promotor de Justiça em Campinas-SP

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